Foto: Reprodução
Rosa Luxemburgo (1871–1919) foi uma destacada dirigente comunista na Alemanha, fundadora do histórico Partido Comunista da Alemanha (KPD) ao lado de Karl Liebknecht. Com a derrota da Insurreição de 1918-1919 e os duros golpes desferidos contra a gloriosa Revolução Alemã, em 15 de Janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram martirizados em Berlim pelas tropas contra-revolucionárias dos Freikorps, sob ordens da social-democracia alemã — que viria a provar-se, com este e tantos outros feitos, a ala moderada do nazifascismo. Naquele dia, o proletariado alemão foi despojado da sua grande dirigente no auge da actividade revolucionária.
Rosa dedicou toda a sua vida à gloriosa revolução proletária, denunciando corajosamente o militarismo alemão e a corrida imperialista que conduziu à Primeira Guerra Imperialista. Em artigos e pronunciamentos, ousou expor os maus-tratos infligidos aos soldados de baixa patente e incitar a insubordinação nas fileiras do exército alemão. A sua feroz luta contra o militarismo teve grande impacto entre as massas: um dos seus artigos sobre os abusos sofridos pelos soldados foi confirmado por 30 mil familiares de militares, evidenciando a sua enorme influência enquanto porta-voz dos explorados.
Rosa Luxemburgo denunciou abertamente o SPD como lacaio dos imperialistas por votar a favor dos créditos de guerra em 1914. Reagiu com vigor à capitulação da Segunda Internacional, demonstrando que o envolvimento da social-democracia na guerra imperialista revelava o seu carácter oportunista. Ainda que não tivesse assimilado completamente o marxismo e levado adiante a cisão com os socialdemocratas, naquele momento, contra todos os revisionistas, manteve-se firmemente empenhada na sua trajectória revolucionária. Lenine reconheceu que, apesar de “seus erros, Rosa foi e continua a ser uma águia” do proletariado, cuja memória seria para sempre honrada pelos revolucionários e povos oprimidos do mundo.
Rosa, junto com a também dirigente comunista alemã Clara Zetkin, também foi uma das percursoras do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, o 8 de Março. Na Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, ambas, sob a direção de Clara, propuseram a realização de uma celebração anual das mulheres operárias e de todo o povo. No contexto da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917, a massiva manifestação de mulheres do povo russo por Pão, Terra e Liberdade, sob a direção do Partido bolchevique de Lenine, fixou a data historicamente no dia em que ela é celebrada hoje.
Em Janeiro de 1916, Rosa uniu-se a Karl Liebknecht e Clara Zetkin na formação de uma fracção anti-revisionista e anti-oportunista no interior do SPD, conhecida como “Liga Espartaquista”. Através desta organização, chamaram as massas trabalhadoras e os soldados a combater a guerra imperialista, convocando, entre outras acções, o Primeiro de Maio de 1916 em Berlim, apelando ao povo alemão para travar a guerra imperialista e transformar a crise numa guerra civil revolucionária capaz de concretizar a revolução socialista.
Em 1918–1919, na sequência da derrota alemã na Primeira Guerra Mundial Imperialista, Rosa Luxemburgo actuou decididamente em favor da revolução proletária através da guerra civil revolucionária e participou na fundação do histórico Partido Comunista da Alemanha, a 31 de Dezembro de 1918. Contudo, o Partido Social-Democrata Alemão (SPD) — serviçal do imperialismo e do velho Estado imperialista alemão — voltou-se contra os revolucionários. Rosa, já na clandestinidade, foi protegida pelos seus camaradas, mas acabaria capturada em Janeiro de 1919, entregue à repressão pelo próprio SPD para ser torturada e assassinada, numa tentativa vã de pôr termo à marcha revolucionária do proletariado alemão.
Torturada e executada com um tiro à queima-roupa, o seu corpo foi lançado no canal Landwehr. Tal brutalidade confirma que o SPD de então, o mesmo que hoje compõe a coligação reacionária do governo de turno do velho Estado alemão, actuou como carrasco dos dirigentes proletários. Rosa Luxemburgo, porém, não recuou um só instante na defesa da Revolução: não capitulou nem denunciou os seus camaradas, mesmo perante as mais bárbaras torturas. O seu martírio foi consumado pelas mãos da milícia dos Freikorps, a mando da contra-revolucionária “República de Weimar”, dirigida pelo SPD e precursora da besta nazifascista. A colaboração entre a direcção social-democrata e os Freikorps martirizou muitos dos principais comunistas alemães na tentativa de esmagar a rebelião das massas oprimidas.
Mesmo na clandestinidade e gravemente ferida, Rosa Luxemburgo jamais renegou a sua missão revolucionária. A sua prisão e o seu martírio tiveram repercussão em todo o proletariado internacional. Num discurso de 1919, Lenine exaltou a sua inabalável lealdade de classe e conclamou todos a recordarem os nomes “dos melhores representantes da III Internacional: Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo”. Em continuidade com esse legado, todos os anos, revolucionários e democratas na Alemanha realizam a Marcha LLL (Luxemburgo-Liebknecht-Lenine) em memória dos mártires, destacando o papel de Rosa enquanto mártir do Movimento Comunista Internacional e do movimento anti-imperialista em todo o mundo.
A 15 de Janeiro de 2026 assinalam-se 107 anos do martírio de Rosa Luxemburgo. Nesta data, revolucionários e democratas de todo o mundo reafirmam a sua importância histórica enquanto símbolo da luta revolucionária. Ao celebrar a sua figura, destacam-se o seu combate decidido contra a guerra imperialista e o militarismo alemão; a sua capacidade de inspirar as massas operárias através de greves, manifestações e artigos em defesa do socialismo; e o seu sacrifício supremo diante de um Estado contrarrevolucionário que toma parte na opressão dos povos de todo o mundo.
Regista-se que, apesar de limitações na assimilação plena da ideologia marxista, Rosa permaneceu uma “águia” do proletariado, preparando o terreno ideológico para as futuras gerações de comunistas. O seu assassinato pelo SPD, em 1919, não mancha a sua imagem de heroína, antes sublinha que entregou a sua vida à causa do proletariado internacional.
A memória de Rosa Luxemburgo serve de inspiração para levar adiante a Revolução Proletária Mundial. A cada um deve ser dado aquilo que lhe pertence, e à classe operária e ao povo cabe combater o imperialismo, a reação, o oportunismo e honrar os seus mártires. A magnitude da sua contribuição como cofundadora do histórico KPD (hoje em processo de reconstituição sob a bandeira do marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo, aportes de validade universal do Presidente Gonzalo), autora de denúncias antichauvinistas e mártir do proletariado — é amplamente exaltada no 107º aniversário da sua imortalização entre os povos oprimidos do mundo.
Coroando esta lembrança, ergue-se uma firme denúncia do SPD histórico e actual, partido imperialista e traidor do proletariado. A actual coligação reacionária na Alemanha é composta directamente pelo SPD, o mesmo traidor de 1919, assassino de Rosa Luxemburgo — reafirmando a lição de que as classes dominantes jamais perdem a sua sede de sangue quando se sentem ameaçadas pela classe operária.
Neste 15 de Janeiro de 2026, os revolucionários e as massas oprimidas de todo o mundo celebram Rosa Luxemburgo como uma dirigente revolucionária de coragem inquebrantável, cujo martírio semeou a chama da luta internacional. Glorifica-se a sua dedicação até ao último instante à revolução proletária na Alemanha e no mundo, reafirmando que o seu legado continua a inspirar a marcha rumo ao sempre luminoso comunismo. Neste sentido, as organizações revolucionárias Liga Vermelha e Partizan mais uma vez convocam a marcha Luxemburgo-Liebknecht-Lenine, em memória e celebração dos grandes dirigentes do proletariado alemão e internacional e em combate ao imperialismo que, hoje, sofre pesadas derrotas nas mãos da Resistência Nacional Palestiniana e do Partido Comunista da Índia (Maoista), recorrendo à violência reacionária extrema contra os povos oprimidos do mundo.
