Milharam de cubanos se reúnem na Tribuna Anti-imperialista para condenar a agressão à Venezuela. Foto: Reprodução/Telesur.
Partilhamos matéria publicada na imprensa popular e democrática brasileira A Nova Democracia.
Após o ataque de grande escala contra alvos civis e militares na Venezuela na madrugada deste sábado, 3 de janeiro, e o sequestro, de modo completamente ilegal e torpe, ao presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, o mundo inteiro se levantou em protestos contra o imperialismo ianque.
Imediatamente, protestos eclodiram na América Latina no México, Chile, Argentina, Cuba e Equador, próximo às embaixadas do EUA. No México, a embaixada foi pichada por manifestantes. Já em Cuba, milhares tomaram as ruas de Havana e se reuniram na histórica Tribuna Anti-Imperialista, para condenar o ataque imperialista à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Uma coalizão anti-imperialista no EUA convocou mobilizações urgentes no Estados Unidos para rechaçar o ataque ordenado por Donald Trump contra a Venezuela, sob a “palavra de ordem” Não à guerra contra a Venezuela!, com protestos planejados em frente à Casa Branca e em diversas cidades do país.
As manifestações ocorrerão em Washington, Nova York, Los Angeles, São Francisco, San Diego, Phoenix, Pittsburgh, Anchorage, Charlotte, Eugene, San Marcos e Savannah, entre outras cidades, no que a organização define como uma “resposta popular a uma nova escalada militar baseada em mentiras e rejeitada por mais de 70% da população do EUA”.

No Oriente Médio, o correspondente da imprensa estatal venezuelana TeleSUR esteve presente na Turquia, em Ancara, e relatou uma marcha em direção à embaixada ianque. Que os invasores sempre percam!, entoavam as massas.
Do Líbano, Iêmen, Egito, Tunísia e Palestina, organizações políticas e movimentos de resistência denunciaram a agressão militar do EUA. O Hamas, o Hezbollah e o Ansar Allah se uniram às condenações, classificando a ofensiva como uma violação flagrante do direito internacional e um ato de terrorismo. O movimento iemenita afirmou que a agressão confirma a política destrutiva de Washington, enquanto as organizações Palestinas denunciaram o sequestro das autoridades venezuelanas como um crime de guerra.
Movimentos anti-imperialistas no Egito, Jordânia e Tunísia também condenaram a ação, alertando que ela decorre da arrogância imperialista e da continuidade dos massacres perpetrados pelo Estados Unidos na região. Eles conclamaram os povos do mundo a se unirem contra o fascismo e a defenderem a soberania da Venezuela contra a intervenção estrangeira.

O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, por sua vez, condenou a recente agressão militar dos EUA contra o país, classificando-a como “vil e criminosa” e afirmando que seu verdadeiro objetivo é se apoderar dos recursos naturais estratégicos da nação.
Gil enfatizou que o povo venezuelano permanece firme em sua defesa da soberania, reafirmando sua determinação em confrontar qualquer tentativa de subjugação externa. A coalizão também denunciou o uso de uma operação farsesca por Washington para justificar suas ações, o que constitui uma violação flagrante dos finados direito internacional e Carta da ONU.

