Massas venezuelanas marcham contra a agressão ianque. Foto: Telesur
Revolucionários, anti-imperialistas, democratas e massas portuguesas convocaram manifestações em defesa do povo venezuelano e contra a agressão do imperialismo ianque em Lisboa, Porto e Braga, em resposta à invasão militar dos Estados Unidos, aos bombardeamentos em território venezuelano e ao sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores.
- Em Lisboa, a manifestação convocada se dará ao pé da estátua de Simón Bolivar, às 18h do dia 05/01 (segunda).
- No Porto e em Braga, ao mesmo dia e horário, foi convocada uma manifestação na Praça Dom João I e na Rua do Castelo, respetivamente.
- Em Braga, segundo informações de correspondentes locais, ocorrerá mais uma manifestação, ainda sem data definida.
As mobilizações surgem na sequência da ofensiva aberta do governo de Donald Trump contra a soberania da República Bolivariana da Venezuela, marcada por ataques a alvos civis e militares, declarações públicas de ocupação do país e ameaças de manutenção de tropas ianques no território. Para os convocantes, trata-se de um salto qualitativo na política de agressão imperialista, que abandona qualquer disfarce diplomático e assume um carácter abertamente colonial.
Os revolucionários e anti-imperialistas denunciam ainda o uso cínico do discurso de “democracia” e “justiça” como pretexto para a pilhagem dos recursos venezuelanos, em especial o petróleo, e para a imposição de um regime fantoche subordinado a Washington. A operação militar, afirmam, representa uma ameaça direta a todos os povos da América Latina e do mundo que resistem à dominação imperialista.
Num contexto em que o governo venezuelano declarou estado de emergência e convocou o povo à resistência, as ações em Portugal afirmam o dever do internacionalismo e da solidariedade entre os povos. Deve-se romper o silêncio cúmplice da imprensa monopolista portuguesa e europeia e erguer a voz contra a guerra de rapina imperialista, esta é uma tarefa urgente também em solo português.
