Manifestação em Lisboa. Foto: Chrystian de Saboya/Redes sociais
Ontem (05/01), em Lisboa, mais de mil manifestantes fizeram-se presentes em uma demonstração contra a invasão do imperialismo ianque na Venezuela. A concentração aconteceu na Avenida da Liberdade, junto da estátua de Simón Bolívar, figura simbólica na resistência dos povos hispano-americanos contra o imperialismo.
Após a criminosa intervenção militar para capturar Maduro a mando do ultra-reacionário Donald Trump, atual cabeça do imperialismo ianque, que ocorreu na madrugada do dia 3 de Janeiro de 2026, as massas de todo o mundo ergueram protestos de denuncia em todo o planeta, denunciando a atual fase de decomposição do imperialismo. Em Portugal, não foi diferente.
A multidão, cada vez maior, ecoou durante horas em uníssono a sua justa revolta: “Donald Trump, sua besta assassina, tira as tuas mãos da América Latina”, enquanto cobria a avenida com bandeiras da Venezuela, Cuba e cartazes combativos, visando escancarar a hipocrisia de Trump e a sua camarilha.

Governo de turno de Montenegro alinha-se com o imperialismo
Enquanto o povo português denuncia grandemente os ataques criminosos do imperialismo, principalmente ianque, o governo de turno reacionário coloca-se como lacaio das posições norte-americanas. Este afirmou através do seu porta-voz, o ministro das relações estrangeiras, Paulo Rangel (PSD), que “há aspetos benignos que saem desta intervenção”, concluindo que “temos de trabalhar também com os EUA para que a solução política e governativa que venha a emergir traga estabilidade, segurança e, essencialmente, um processo democrático”.
Estas declarações do governo serviçal de Luís Montenegro também estão alinhadas com as de figuras como os imperialistas Emanuelle Macron e Ursula von der Leyen, que se mostraram “diplomáticos” com uma agressão genocida e com posições capitulacionistas que pretendem vender a Venezuela ao imperialismo ianque.
