Concentração na Praça do Castelo contra a invasão ianque à Venezuela, em Braga. Foto: CPPC
Em 5 de Janeiro (segunda), por volta das 18h, cerca de uma centena de manifestantes reuniu-se na Rua do Castelo, em Braga, para denunciar os recentes ataques do imperialismo ianque contra a Venezuela. A concentração, ainda que convocada de forma repentina, levou adiante a denúncia firme das massas contra as agressões imperialistas. Diversas associações e organizações populares estiveram presentes, como a Ação Anti-Imperialista (AAI) de Portugal.
A denúncia centrou-se nos acontecimentos da madrugada de 3 de Janeiro de 2026, quando os Estados Unidos da América intensificaram brutalmente a sua agressão contra a Venezuela, com bombardeamentos, explosões em Caracas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa.
Durante o protesto, os manifestantes ocuparam a rua com faixas, cartazes e bandeiras, realizando ações de panfletagem e propaganda política junto de trabalhadores e transeuntes.
Ao longo do ato, intervenções sublinharam que Donald Trump, descrito como o chefete ultrarreacionário do regime ianque, assumiu publicamente o crime, anunciando a imposição de um governo títere e ameaçando novas vagas de ataques. Recordou-se ainda que alvos civis e militares foram atingidos — de La Carlota ao Porto de La Guaira — e que o sequestro internacional foi seguido de um julgamento-farsa em Nova Iorque, sustentado por acusações fabricadas de “narcoterrorismo”.
Nos panfletos distribuídos pela AAI, tratou-se de “um ataque militar aberto e criminoso à soberania do país, sem qualquer disfarce”, expressão direta da aplicação violenta da Doutrina Monroe e da velha pilhagem colonial do petróleo venezuelano. Os materiais distribuídos denunciavam sem rodeios o caráter criminoso da ofensiva norte-americana, afirmando: “FORA IANQUES DA VENEZUELA! OS IMPERIALISTAS SÃO TIGRES DE PAPEL!”, síntese do repúdio dos povos oprimidos ao imperialismo.
Houve também palavras de solidariedade ativa com a resposta do povo venezuelano, que, segundo os manifestantes, “respondeu com bravura, através da mobilização popular, da declaração do estado de emergência e da mobilização para a luta armada”. A resistência venezuelana foi colocada em continuidade com outras lutas anti-imperialistas em curso no mundo.
O ato encerrou reafirmando o internacionalismo proletário e a unidade das lutas: a luta do povo venezuelano contra o imperialismo, principalmente o ianque, é a luta dos povos oprimidos de todo o mundo.
