Um informe de agências de inteligência ianques apontam a presença de bases do ELN no estado de Zulia, na Venezuela. Foto: AFP.
Partilhamos matéria originalmente publicada na imprensa popular e democrática brasileira A Nova Democracia.
O presidente oportunista da Colômbia, Gustavo Petro, e o canibal ultrarreacionário Donald Trump, prometeram “ações conjuntas” para combater o Exército de Libertação Nacional (ELN), que dirige uma luta armada revolucionária nas selvas colombianas. A conversa aconteceu ontem, quinta-feira (8/1), influenciada pelos resultados das agressões ianques contra a Venezuela.
Segundo fontes do monopólio de imprensa, durante a ligação, o oportunista Petro aceitou um convite de Trump para participar de uma reunião na Casa Branca. A promessa de “ações conjuntas” para combater o ELN foi confirmada pelo ministro do Interior, Armando Benedetti.
O vice-chanceler Mauricio Jaramillo afirmou ao monopólio de imprensa AFP que depois da ligação, a relação entre Trump e Petro adquiriu um clima de “alívio” e “tranquilidade”. O episódio é precedido pelos meses sucessivos de ameaças de intervenção imperialista ianque na Venezuela e Colômbia. O que concentrou o bombardeio de embarcações, junto do assassinato de mais de 100 pescadores, entre eles venezuelanos e colômbianos, culminando na última ação de sequestro do presidente legítimo da Venezuela Nicolas Maduro e sua esposa Cilia Flores.
Segundo Benedetti, Petro pediu ajuda para Trump para “golpear duramente o ELN”, já que os guerrilheiros “sempre terminavam na Venezuela” após confrontos com o exército reacionário da Colômbia. O objetivo de Petro seria golpear a retaguarda do ELN, com a ajuda de Trump em território venezuelano, segundo o ministro Benedetti.
Um relatório elaborado por várias agências de inteligência do Estados Unidos (EUA) indica que o ELN tem presença organizada no estado de Zulia, na Venezuela, operando a partir de bases estrategicamente localizadas próximas à fronteira com a Colômbia, aproveitando as características geográficas do território.
Segundo o documento, divulgado pela revista Semana e citado pelo monopólio El País, essas estruturas estariam distribuídas em pelo menos dez zonas de Zulia, incluindo pontos em Jesús María Semprún, Catatumbo, Rosario de Perijá e Machiques, onde a guerrilha adquire vantagem pela região selvaticada e das rotas fluviais.

Petro não conseguiu parar luta armada anti-imperialista do ELN
Ao assumir a gerência de turno da Colômbia em 2022, o oportunista Petro tentou, sem sucesso, negociar a capitulação e entrega de armas do ELN, como parte de sua política de liquidar as organizações revolucionárias armadas no país.
Estimativas dão conta de que o ELN conta, atualmente, com mais de 5 mil combatentes em suas fileiras. Sendo a maior força guerrilheira da Colômbia atualmente, o ELN atua de maneira constante em pelo menos 136 municípios. Entre os anos de 2018 e 2020, a organização realizou operações em 57 novos municípios.
Em dezembro passado, o ELN realizou um paro armado (greve armada) contra “ameaças de intervenção imperialista”. A greve foi decretada com um comunicado de atenção para que a população colombiana evitasse a proximidade de veículos e instalações da polícia e do exército reacionário. Em resultado, o ELN capturou 18 soldados do exército reacionário da Colômbia. Os soldados rumavam em operação de retaliação contra o ELN e foram cercados por cerca de 200 camponeses ao adentrarem o departamento de Chocó, área rural sob domínio do ELN.
Após a intervenção militar do grande-satã EUA, que sequestrou Maduro e sua esposa em Caracas, o ELN, por meio do seu Comando Central e sua Frente de Guerra Oriental, divulgou uma declaração dizendo que a ação do EUA foi uma violação da soberania nacional da Venezuela e uma agressão imperialista. O grupo afirmou seu apoio ao povo e ao governo venezuelano e conclamou países latino-americanos a rejeitarem a agressão imperialista, defenderem a soberania e apoiarem a resistência popular.
