Foto: Reprodução/Movimento Juvenil-Estudantil Revolucionário
Abdus Shaheed, organizador do movimento estudantil revolucionário da década de 1960, intelectual maoísta e dirigente revolucionário, causa à qual dedicou toda a sua vida, faleceu às 17 horas do dia 20 de Janeiro (terça-feira), em casa, na vila de Kalikapur, aos 87 anos.
O dirigente político acreditava na ideologia científica do proletariado como a única capaz de libertar toda a humanidade do julgo do imperialismo e dos seus lacaios, ideologia agora sobre a bandeira do marxismo-leninismo-maoismo.
No caminho árduo de defesa do marxismo-leninismo-maoismo, Abdus sofreu prisões e torturas severas, não recuando até à sua morte. Este caminho levou a que estivesse presente na formação do Movimento Operário de Bengala Oriental (WMEB) em 1968, que levaria à formação do Partido Proletário de Bengala Oriental (PBSP) a 1971.
Naquela época, a sua geração de jovens revolucionários seguiu os passos do grande dirigente revolucionário Siraj Sikder, que surgiu para Adbus Shaheed como a figura principal para o seu desenvolvimento político e prático dentro da ideologia científica do proletariado. Tal como Siraj, Abdus decidiu seguir a profissão de professor, começando a carreira de docente como diretor da Escola Secundária Muktagachha Nabarun, em Mymensingh, e depois tornando-se diretor da Escola Secundária Khagdahar em Mymensingh Sadar.
Pouco depois, foi transferido para o meio universitário, dando aulas no Phulpur College, mais tarde acabou por tornar-se vice-diretor do Purbadhala College e depois diretor interino. Depois de Purbadhala, atuou como diretor do Shyamganj College e depois do Atpara Teligati College. De lá, ele demitiu-se e tornou-se diretor do Rangpur Mahiganj Degree College. Após concluir a sua carreira docente, atuou como editor adjunto do renomado jornal inglês The Independent.
Ao longo da sua trajetória como professor, lutou firmemente para fazer ecoar as palavras de luta do marxismo-leninismo-maoismo, que se levantavam em todo o mundo, a uma nova geração de jovens em todo país, os melhores filhos e filhas do povo, que abraçando os ensinamentos da Grande Revolução Cultural Proletária travaram uma dura batalha para quebrar os muros da universidade.
Apesar de ter tido oportunidades, ele abandonou o conforto urbano e escolheu uma vida simples na aldeia ligada às massas camponesas com a sua companheira. Quando a esposa faleceu, há dois anos atrás, ele passou a morar sozinho em casa. Mesmo diante de tamanha perda, o camarada Abdus Shaheed não abdicou da defesa do marxismo-leninismo-maoismo, permanecendo firme até ao seu último suspiro.
Foram utilizadas informações do Movimento Juvenil-Estudantil Revolucionário de Bangladesh para a escrita deste artigo.
