Foto: Resolução.
No passado dia 12 de abril, o Novo Exército Popular (NEP) anunciou a morte de Rodolfo Fajardo, descrito pela organização como um latifundiário despótico e dirigente do grupo paramilitar de extrema-direita Alsa Masa.
Segundo o NEP, Fajardo foi alvo de uma emboscada no Barangay Payao, no município de Binalbagan, província de Negros Occidental. A ação terá ocorrido após este ter sido condenado à morte por um Tribunal Popular, órgão de Novo Poder das massas camponesas e operárias, que lhe imputou acusações de apropriação generalizada de terras, múltiplos homicídios e abuso grave de poder. De acordo com a decisão atribuída a esse tribunal, Fajardo teria utilizado a sua posição, influência e grupos armados para se apoderar de terras e gado pertencentes a agricultores em diversas comunidades. Centenas de camponeses e residentes terão sido desalojados, enfrentando posteriormente situações de fome e pobreza.
A mesma fonte refere ainda que pelo menos 14 camponeses teriam sido mortos em de Fajardo, incluindo massacres, incêndios provocados e execuções extrajudiciais. Os ataques visariam, segundo o NEP, agricultores que recusavam ceder as suas terras ou que se opunham às expropriações.
“A justiça chegará a todos aqueles que optem por fazer o mal e responsabilizará quem explora o povo em benefício próprio”, afirmou Dionesio Magbuelas, porta-voz do NEP.
