Captura de tela com o título e subtítulo do artigo. Fonte: site do PRT
Nota do Periódico Servir al Pueblo (Espanha): A equipa editorial do Servir al Pueblo deseja manifestar a sua solidariedade com os companheiros do PRT que têm sido perseguidos pela imprensa monopolista. Partilhamos o comunicado de denúncia que os companheiros divulgaram.
Em 15 de Novembro deste ano de 2025, foi publicado no jornal El Confidencial um artigo em que, com a desculpa da palestra sobre a Revolução de Outubro que realizámos em 13 de novembro na Universidade Autónoma de Barcelona, se insinua a ligação do PRT com ações terroristas, como um «partido radical e extremista». O artigo é escrito por um jornalista, por assim dizer, cujos artigos se baseiam em uma denúncia e ataque contínuos ao movimento independentista catalão, bem como a coletivos de esquerda.
Com este texto, queremos denunciar e deixar claro que:
1. O artigo não se sustenta em nenhuma parte e está repleto de delírios ideológicos e políticos. Descreve Vito Quiles e os seus seguidores como inocentes «constitucionalistas» censurados pelas universidades, contribuindo assim para a campanha de vitimização do ativista de extrema-direita; e lança propaganda anticomunista ao nível do ensino pré-escolar. Pretende estabelecer uma relação entre o PRT e uma operação policial, supostas ações terroristas e detidos que não têm qualquer ligação com o nosso partido, deixando clara a falta de profissionalismo e má-fé do jornalista e do meio de comunicação que lhe dá voz. Estamos cientes de que afirmações e artigos como o que mencionamos foram, são e serão usados em nosso país como ferramenta para que os elementos mais reacionários do sistema judicial iniciem um processo de investigação e criminalização de um movimento político “antisistema”, para que iniciem uma montagem policial.
2. Desde o PRT, continuamos e continuaremos a defender a nossa ideologia como a ideologia que libertará a classe trabalhadora e toda a humanidade de toda a opressão e exploração a que estamos sujeitos. Continuamos a defender que a única forma de nos libertarmos é acabar com um sistema decadente, explorador e criminoso, causador de guerras de pilhagem e de ações criminosas como o genocídio do povo palestino. Responsável pelo desperdício e pela sobreprodução que levam o nosso planeta a uma crise climática cada vez mais evidente. Responsável pela exploração (e sua intensificação) que sofre a classe trabalhadora, levando-a a jornadas exaustivas, um desemprego estrutural desmedido, acidentes de trabalho mortais e cada vez menos poder aquisitivo. Não encontraremos artigos deste jornalista de segunda categoria denunciando nenhuma dessas questões. E continuamos defendendo que a forma de acabar com este sistema é através de um processo revolucionário e com a participação maciça do povo, sob a liderança da classe trabalhadora. Com um processo revolucionário capaz de colocar as rédeas do futuro do povo nas suas mãos, tal como a história da luta de classes demonstrou, tanto na Rússia como na China no século passado; continuaremos a falar destas experiências revolucionárias, tal como fizemos na palestra que tanto incomodou o El Confidencial.
3. Desde o PRT, continuamos e continuaremos a defender todos os setores do povo que lutam contra um sistema podre como este em que vivemos. Continuamos e continuaremos a defender os sindicalistas processados, os artistas perseguidos e os ativistas criminalizados. Continuamos e continuaremos a defender e a lutar por uma verdadeira amnistia para os detidos no contexto do Procés, que culminou num movimento massivo de luta pelas liberdades democráticas e contra a repressão. E continuamos a denunciar as armações policiais contra todos estes setores, em colaboração com jornalistas e meios de comunicação reacionários.
