Novo Exército Popular (NEP) do Partido Comunista das Filipinas (PCF). Foto: Reprodução
No mês de Outubro, vários soldados de inteligência do 15º Batalhão de Infantaria (BI) das Forças Armadas das Filipinas (AFP) reacionárias redenderam-se diante das forças do Novo Exército Popular (NEP) – Sudoeste de Negros (Comando Armando Sumayang Jr.) em Cauayan, Negros Ocidental Assim que entregaram as suas armas confessaram sua missão e deveres designados ao 15º BI. O NEP é o exército popular dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas (PCF), que dirige uma guerra popular no país desde o ano de 1967.
A porta-voz do NEP-Sudoeste de Negros, Ka Andrea Guerrero, disse que o exército reacionário aceitou a sua rendição e retirada do trabalho de inteligência militar. A porta-voz explicou que a unidade aceitou-os porque eles ainda não tinham cometido nenhum dano ou dívida de sangue contra o movimento revolucionário e o povo.
Este ato foi resultado da série de ações armadas do NEP-Sudoeste de Negros nos últimos meses. Com medo de serem alvos, os agentes de inteligência do 15º BI foram obrigados a render-se. Em várias das incursões armadas, as ações visaram outros ativos de inteligência que se juntaram a operações de combate que resultaram em grandes crimes contra o povo.
As ações do NEP-Sudoeste de Negros contra os ativos de inteligência incluíram mais recentemente o assassinato de Garde Francisco na noite de 3 de outubro em Sitio Lumbia, Barangay Kamansi, Kabankalan City, Negros Occidental. Francisco esteve envolvido em três grandes casos de execuções extrajudiciais de civis e líderes revolucionários pelas forças estatais, incluindo o consultor da NDFP, Ericson Acosta.
“O movimento tem portas abertas para agentes de inteligência que se rendem voluntariamente e não são culpados de nenhum crime”, afirmou Ka Andrea. Ela disse que aqueles que se rendem podem ter a segurança garantida, apenas como aqueles que se renderam anteriormente.
Ela acrescentou que o exército popular reconhecerá aqueles que desejam render-se e que o movimento revolucionário pode num futuro acabar por acolhe-los nas suas fileiras, dependendo, claro, do seu interesse pessoal em servir ao povo. Isso prova que eles perceberam a crueldade e o terrorismo do 15º BI, de todas as Forças Armadas das Filipinas e da Força-Tarefa Nacional-Elcac contra as comunidades civis, que ao longo dos anos tem martirizado revolucionários e massas por todo o país.
Ka Andrea afirmou ainda que as Forças Armadas das Filipinas reacionárias, a Força-Tarefa Nacional-Elcac e o regime burocrático-latifundiário de Ferdinand Marcos Jr. não se importam verdadeiramente com esses ativos de inteligência. “Eles nem os reivindicam e apenas os remuneram com dinheiro ou liberdade temporária. Isso não resolve os problemas mais básicos do povo em relação à pobreza, à falta de terras e empregos”, disse a mesma.

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