Imagem em destaque: Soldados feridos são evacuados. Fonte: PTI Photo.
Partilhamos material publicado originalmente pelo portal revolucionário internacional The Red Herald, com uma adição nossa para contextualizar a ação registada.
Onze paramilitares ficaram feridos na segunda-feira (26) quando dispositivos explosivos improvisados (IEDs) explodiram durante uma operação antimaoista realizada em Bijapur, Chatisgar, de acordo com relatos locais. A operação já dura 21 dias.
As explosões ocorreram nas florestas das colinas de Karregutta. Um dos feridos fazia parte do Batalhão de Comandos para Ação Resoluta (CoBRA) e dez faziam parte da Guarda de Reserva Distrital (DRG). O velho Estado indiano considera as colinas de Karregutta um reduto da presença maoista. As forças reacionárias reforçaram a sua presença na área, no âmbito da genocida Operação Kagaar.
Apesar das afirmações de Amit Shah e Narendra Modi de que o maoísmo “acabará” em 31 de março de 2026, a resistência não diminuiu e o velho Estado indiano continua a sofrer baixas. Recentemente, noticiámos a aniquilação de um antigo funcionário do antigo Estado indiano, também em Bijapur.
Quem são os autores da ação armada
Esta ação faz parte de um conjunto extenso de movimentações da Guerra Popular na Índia. Dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoista), a Guerra Popular se iniciou em 1967 com a revolta de Naxalbari, onde camponeses tomaram armas e iniciaram os combates prolongados contra o velho Estado indiano.
À altura, quem dirigiu toda essa tempestade foi o Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), dirigido unipessoalmente pelo revolucionário Charu Majumdar, que foi assassinado em 1972 pelo velho Estado. O Partido Comunista da Índia (Maoista) e seu Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) foram formados em 2004, a partir da fusão de dois Partidos Comunistas cuja origem remonta ou é ligada ao PCI (M-L).
Hoje, a Guerra Popular na Índia enfrenta ferozmente um certo feito pelo velho Estado indiano e seu governo de turno, comandado pelo fascista bramanista-hindutva Narendra Modi (BJP-RSS), cuja operação genocida “Kagaar” em curso é responsável pela repressão brutal contra revolucionários maoistas, democratas, activistas e massas populares, principalmente as populações indígenas do interior do país.
