Fonte: AND
Repercutimos aqui a matéria da imprensa revolucionária brasileira A Nova Democracia.
Durante manifestação anti-imperialista contra a intervenção ianque na Venezuela em Recife, no dia 28 de janeiro, um correspondente do Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia (AND) foi baleado pela Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE) em meio à repressão ao protesto. Ao ir à emergência, o jornalista foi abordado por policiais dentro do hospital, que queriam impedir que ele recebesse atendimento. A bala segue alojada no tornozelo do ativista.
No dia 28 de janeiro, durante uma manifestação anti-imperialista realizada em Recife em solidariedade ao povo e nação venezuelanos a chamado da Liga Anti-Imperialista Internacional (LAI), um correspondente do Comitê de Apoio ao AND de Recife (PE) que estava realizando a cobertura da manifestação, foi baleado no tornozelo, por uma bala disparada pela PM-PE durante repressão fascista, desencadeada após populares revoltados com o imperialismo lançarem uma bomba incendiária contra um quiosque da rede monopolista McDonald’s, símbolo do imperialismo.
Em vídeo, gravado pelo jornalista popular, é possível ver a truculência da PM: com uma escopeta mirada para o rosto do profissional de imprensa, o policial o xinga com diversos palavrões, tentando expulsá-lo da Av. Conde da Boa Vista, atacando ilegalmente tanto a liberdade de imprensa como a liberdade de manifestação e organização.
Policial ameaça jornalista de AND com escopeta. Vídeo: AND.
Após ser baleado pelos tiros – que os policiais afirmaram que foram para o chão – disparados pela PM-PE, o jornalista foi socorrido e levado para a emergência de um hospital na região. Por denúncia de um policial que já se encontrava em frente à unidade de saúde, PMs chegaram ao local para levar o jornalista em custódia acusado de “agredir policiais”, tentando impedir que o ativista de AND recebesse tratamento. O profissional de imprensa precisou chamar um advogado para garantir que fosse atendido na unidade e, mesmo após o tratamento e com uma bala alojada no tornozelo, os policiais arrastaram o jornalista para delegacia para “prestar esclarecimentos” dentro do camburão. Além disso, um policial abriu um processo contra o jornalista, tentando inverter o jogo e taxando-o de agressor.
O Jornal A Nova Democracia denuncia e repudia veementemente a agressão e a perseguição à imprensa popular e demais ativistas em seu justo protesto e seguirá acompanhando o caso.
