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Este texto é uma tradução da matéria publicada pelo jornal revolucionário norte-americano The Worker.
As Brigadas Al-Qassam dirigidas pelo Hamas, movimento de resistência palestiniano, anunciaram a 29/12 a morte de cinco líderes, incluindo o porta-voz e comandante de média militar Hudhayfah al-Kahlout, mais conhecido como Abu Obeida. Abu Obeida foi martirizado juntamente com 11 civis, incluindo a sua esposa e filhos, por Israel em um bombardeio à sua casa em agosto de 2025.

O anúncio foi feito pelo novo porta-voz das Brigadas Al-Qassam, que também adotou o nome de Abu Obeida. Na sua declaração, ele elogiou a resistência e a firmeza do povo de Gaza, afirmando: “Orgulhamo-nos de pertencer a Gaza” e que a vitorioso Dilúvio de Al-Aqsa foi “uma explosão diante da injustiça, da opressão e do cerco, que despertou a consciência dos povos livres do mundo e expôs Israel como uma ocupação nazista com seus crimes sádicos e genocidas”, prosseguindo com a declaração de que o povo palestino “não se renderá, mesmo que tenha que lutar com as unhas”.
O novo Abu Obeida descreveu o seu antecessor como um “ícone dos povos livres do mundo, o coração da Palestina, que jamais afastou-se do seu povo, mesmo nas circunstâncias mais sombrias”.
Também foi anunciada a morte do Chefe do Estado-Maior Abu Ibrahim — mais conhecido como Mohammed Sinwar, irmão do líder do Hamas e arquiteto do Dilúvio de Al-Aqsa, Yahya Sinwar, que morreu heroicamente em combate em 2024. Mohammad Sinwar liderou as operações de captura de soldados israelenses para trocas de prisioneiros, incluindo a troca, em 2011, de um único soldado israelense que libertou Yahya Sinwar e mais de mil outros palestinos presos em campos de tortura israelenses. Os outros comandantes mortos são Abu Anas, comandante da Brigada Rafah, que Israel matou juntamente com Abu Ibrahim; Abu Omar, chefe do Departamento de Apoio a Armas e Serviços de Combate; e Abu Muadh, chefe do Departamento de Manufatura e ex-chefe do Departamento de Operações, responsável pelo armamento da resistência palestiniana com armamento de fabricação nacional.
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) declarou que o sangue derramado dos heróis caídos é “combustível para a continuidade da resistência e uma maldição que destruirá as ilusões do ocupante”. O analista militar Jon Elmer, do Electronic Intifada, observa que nenhum desses ou outros assassinatos produziu um declínio perceptível nas capacidades da resistência.
O Abu Obeida original tornou-se comandante de média militar e porta-voz em 2004 — aos 19 anos — quando enviou um relatório anônimo da Batalha de Jabalia de 2004 à liderança da Al-Qassam. O relatório era de qualidade tão excepcional que a Al-Qassam o promoveu ao cargo de porta-voz e comandante do aparato de média da organização. Sob a sua liderança, o número de cinegrafistas aumentou de um punhado para milhares, com equipes de média integradas às unidades de combate, e com o uso de milhares de câmeras GoPro e câmeras improvisadas, incluindo câmeras de reserva retiradas de carros, produzindo horas de filmagens que demonstram a superioridade estratégica e tática das Brigadas Qassam sobre as forças israelenses, combatendo as mentiras dos EUA e do sionismo e levando ao mundo imagens da vitoriosa resistência palestiniana.
