Mapa que mostra a trajetória dos navios da Flotilha Global Sumud. Fonte: The Palestine Chronicle.
Republicamos material originalmente publicado no portal revolucionário internacional The Red Herald, com algumas adições e alterações para facilitar a leitura.
Na noite de 1 de outubro, Israel atacou e sequestrou barcos da Flotilha Global Sumud e deteve os activistas a bordo. Um dos navios chegou a poucos quilómetros da costa de Gaza antes de perder o contacto com o mundo. Milhares de pessoas saíram às ruas em todo o mundo para protestar contra o ataque israelita.
Segundo os relatos, os navios foram abordados a cerca de 130 quilómetros da costa de Gaza, onde as comunicações foram cortadas. Mais de 443 voluntários de 47 países foram detidos em águas internacionais.
Os ataques israelitas aos navios foram documentados.
Segundo o grupo israelita de defesa dos direitos humanos Adalah, “existem sérias preocupações de que os activistas possam ser tratados de forma mais dura do que em anteriores missões da flotilha”, e alguns advogados afirmaram que existe uma grande probabilidade de os activistas acabarem em prisões de alta segurança.
A flotilha foi também fisicamente atacada pelo Estado de Israel: “O navio da Florida foi deliberadamente abalroado no mar. Os navios Yulara, Meteque e outros foram alvo de canhões de água”, afirmou a Flotilha Global Sumud numa mensagem publicada no Telegram.
Apesar de todas estas medidas e meios militares utilizados pelo Estado de Israel, as suas defesas foram violadas por um navio, o Mikeno, que chegou a poucos quilómetros da costa de Gaza antes de perder o contacto.
Esta é a primeira vez na história que um navio consegue furar o bloqueio naval à Faixa de Gaza, ultrapassando uma linha de defesa formada por pelo menos 20 navios militares e uma forte vigilância aérea.
Há relatos de mobilizações massivas em solidariedade com a Flotilha Global Sumud em muitos países do mundo, como Itália, Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Espanha, Portugal, Turquia, Colômbia, Inglaterra, México, Tunísia, Líbia, Marrocos, Mauritânia e outros mais.
Dezenas de manifestantes reuniram-se em frente à embaixada dos EUA em Nouaquechote, capital da Mauritânia, para protestar contra o ataque israelita.
Dezenas de milhares de pessoas saíram à rua em Itália, em Roma, Génova, Nápoles, Florença, etc. Mais uma vez, os sindicatos italianos apelaram a uma greve geral pela Palestina, que terá lugar na sexta-feira. Os trabalhadores portuários bloquearam o porto de Génova e recusaram-se a trabalhar com navios israelitas. Os caminhos-de-ferro de Nápoles foram bloqueados por mobilizações pró-Palestina.
Muitas organizações pró-Palestina do Estado Espanhol lançaram apelos à mobilização contra o ataque israelita nos próximos dias.
Na Grécia, foram convocadas mobilizações pelo Partido Comunista da Grécia (Marxista-Leninista), o KKE (m-l), e outras forças para protestar contra o ataque israelita. Marchas e comícios tiveram lugar em muitas cidades, como Atenas, Patras, Salónica, Ioannina, Karditsa, Xania, Heracleion, Xanthi, Volos, etc. O KKE (m-l) também emitiu uma declaração em que denuncia o ataque israelita.
