Foto: Banco de dados Nova Aurora.
Milhares de massas trabalhadoras, estudantes, democratas e revolucionários saíram às ruas da baixa do Porto neste último sábado, dia 28 de fevereiro, para, mais uma vez, denunciar as medidas marcadamente regressivas e anti-povo do pacote laboral proposto pelo governo de turno reacionário de Luís Montenegro (PSD), que visa atacar vários direitos fundamentais dos povos explorados de Portugal.
Esta ação política teve lugar ao longo da manhã a partir das 10h30, e consistiu numa arruada desde a Praça da República, através da Rua de Santa Catarina, com fim na avenida dos Aliados, seguido de uma concentração no mesmo local.

Entre algumas das palavras de ordem ecoadas, estiveram “Trabalhador, imigrante ou português, é quem sustenta o bolso do burguês!” e “Trabalhador, presta atenção! Esse pacote só é bom para o patrão!”.
O protesto, embora organizado pela direção oportunista e vende-greve da Central Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN), e contando também com a presença e direção oportunista de vários partidos da falsa esquerda, entre eles o “PCP”, o BE e o Livre, demonstrou a forte presença popular, inclusive de vários setores democráticos e revolucionários das massas, demonstrando seu ímpeto de lutar por uma nova direção dentro do movimento operário português.
Este protesto serve de mais um – entre inúmeros recentes – ponto focal de descontentamento popular, provindo da escalada gradual da reação burguesa e da deterioração das condições de vida dos trabalhadores como manifestação da crise geral do imperialismo em Portugal. As massas já não podem mais estar caladas frente ao crescente ataque aos poucos direitos que estas possuem na “democracia” de grandes burgueses e latifundiários vigente em Portugal.

