Foto: Reprodução/ AND.
O estudante e activista revolucionário anti-imperialista Mateus Galdino foi libertado esta terça-feira, após mais de um mês encarcerado pelo velho Estado brasileiro no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (COTEL), em Abreu e Lima (Pernambuco, Brasil). Encontrava-se detido desde 28 de janeiro, depois de ter sido ilegalmente capturado por participar numa manifestação anti-imperialista em Recife (PE).
O protesto teve lugar no contexto de mobilizações contra a ofensiva militar imperialista ianque na Venezuela, iniciada no início de janeiro. Segundo organizações que formaram o Comité pela Liberdade do Estudante Mateus Galdino, a detenção foi arbitrária e baseada exclusivamente em depoimentos das forças de repressão.
A manifestação em que Mateus Galdino participou foi reprimida pelas forças reacionárias da Polícia Militar de Pernambuco com recurso a munições letais, deixando pelo menos cinco pessoas feridas. Mateus foi posteriormente detido pelas forças de repressão (que cada vez mais convertem-se em forças efetivamente contrarrevolucionárias) a mais de um quilómetro do local do evento, sob infundada acusação de tentativa de homicídio doloso.
Na audiência de custódia, o velho Estado brasileiro negou-lhe a liberdade provisória. Dias depois, em resposta às amplas mobilizações populares que exigiam a libertação do estudante revolucionário, o Ministério Público de Pernambuco solicitou a revogação da prisão preventiva, apontando inconsistências nos depoimentos policiais e divergências entre os relatórios periciais e as imagens de videovigilância. Ainda assim, os órgãos judiciais do velho Estado — que, perante a Revolução Agrária no Brasil, adoptam medidas cada vez mais contrarrevolucionárias — mantiveram a detenção por “garantia da ordem pública”, ordenando novas diligências investigatórias no inquérito.
A defesa recorreu em primeira e segunda instâncias. Simultaneamente, movimentos democráticos e revolucionários de carácter estudantil, sindical e de organizações de massas realizaram manifestações, lançaram uma petição e promoveram uma campanha pública pela libertação do estudante.
Com a liberdade de Mateus restabelecida, ativistas, democratas e revolucionários afirmam que permanecerão mobilizados pelo arquivamento do processo e pelo fim da crescente criminalização da luta política no Brasil.

