Foto: Banco de dados Nova Aurora.
No último domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher Proletária, ecoaram pelas ruas da baixa do Porto os cantos e gritos de celebração e protesto de cententas de massas trabalhadoras, estudantes, democratas e revolucionárias, unidas em oposição ao velho Estado que explora e oprime as mulheres portuguesas.
Esta ação política foi organizada por uma rede de coletivos ativistas atuantes no Porto, bem como vários grupos de entretenimento e ativismo musical. Estiveram presentes as habituais entidades oportunistas, inclusive os partidos da falsa esquerda, Bloco de Esquerda (BE) e Livre (L). Contudo, ao lado das massas, a organização democrático-revolucionária Ação Anti-Imperialista (AAI) esteve presente para propagandear a necessidade da construção de um movimento feminino que politize e arme as mulheres contra os crimes perpetuados pelo velho Estado, cúmplice na exploração e nas mortes cada vez maiores das filhas do povo português.
A manifestação teve início às 16:00 na Praça dos Poveiros, e consistiu, na sua totalidade, numa arruada através da rua de Santa Catarina, à volta do mercado do Bolhão, com fim na Praça D. João I, seguida de uma concentração no mesmo local.
As manifestantes celebraram a luta das mulheres trabalhadoras e restantes grupos oprimidos contra o feminismo burguês e pequeno-burguês que oculta que é o capitalismo a fonte da opressão e violência contra as mulheres, denunciando, com forte repúdio, o velho Estado, a opressão da mulher, a deterioração dos direitos das mulheres trabalhadoras, e a escalada da reação imperialista, bem como a sua apropriação da estética da luta feminina de maneira a servir como pretexto para a repressão e chacina dos povos oprimidos do mundo.

