Foto: AND.
Partilhamos matéria publicada na imprensa popular e democrática brasileira A Nova Democracia, com alterações linguísticas para facilitar a leitura.
Nos primeiros dias de abril, a Colômbia testemunhou a realização do I Congresso Mundial da Liga Anti-imperialista Internacional (LAI), Congresso fundacional. Reunindo mais de 150 anti-imperialistas, representando 50 delegações de 14 países distintos, representando todos os continentes, o I Congresso aprovou um Programa de unidade anti-imperialista, os Estatutos da LAI, assim como, a publicação de seis Resoluções Políticas, entre as quais se destacam a Resolução em defesa do povo indiano, da Revolução Indiana, da Guerra Popular na Índia e do Partido Comunista da Índia (Maoista), cuja questão esteve presente em todos os dias do Congresso e evocado em inúmeras intervenções das delegações da América Latina e da Europa.

“Um golpe retumbante contra o imperialismo!”, declarou, em release, a própria LAI sobre o I Congresso de sua fundação. “Este evento foi um tremendo triunfo para a causa anti-imperialista, dando vida a uma força internacional que fortalece a unidade e a luta dos povos oprimidos em sua luta contra o inimigo comum: o imperialismo”.

O I Congresso foi realizado em circunstâncias excepcionais. A própria LAI destacou que a sua realização “foi um ato de determinação e um desafio direto ao imperialismo”. Ele se deu “em meio à intensificação da luta de classes e ao ataque imperialista contra o povo equatoriano”, que até então sediaria o Congresso. “Com toques de recolher e ataques cada vez mais violentos contra organizações revolucionárias e democráticas no Equador, a repressão se intensificou nas últimas semanas, forçando a mudança de local do evento”. Assim, “em apenas uma semana, os companheiros e companheiras organizaram a manobra, transferindo o Congresso para a Colômbia em tempo recorde”. A LAI destaca que, “bem debaixo do nariz do imperialismo”, e em um contexto “de intensa luta de classes e guerra, o Congresso foi realizado com sucesso, demonstrando que nada pode deter a luta dos povos oprimidos”.

“Este evento não foi apenas um sucesso, mas uma mensagem clara de que a nova organização nascerá e prosperará na luta, como exigem os tempos que vivemos”, sentencia o release.

Em três dias, o I Congresso da LAI se caracterizou “pela vivacidade da luta política e ideológica”, com “debates que foram o ponto central” do Congresso, “descritos como ‘muito positivos’, uma vez que através eles foi alcançada uma unidade ‘maior e mais forte’ entre os delegados do Congresso, estabelecendo um entendimento comum sobre as tarefas imediatas da recém-fundada LAI”, destacou em release.

A delegação brasileira foi representada por 17 organizações distintas, entre elas, a Liga dos Camponeses Pobres (LCP), a Liga Operária, o Movimento Feminino Popular (MFP), a Luta Popular por Moradia (LPM), a Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Alvorada do Povo (AP), o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO), a Associação Brasileira de Advogados do Povo – Gabriel Pimenta (ABRAPO), entre outros. A reportagem de AND também esteve presente apoiando na cobertura do evento.

Entre os países representados estiveram a Turquia, através do movimento Partizan; o Equador, através da Frente de Defesa de Lutas do Povo (FDLP); a Colômbia, com uma grande delegação que aglutinou mais de 13 diferentes movimentos e organizações anti-imperialistas; Chile, França, Áustria, Alemanha, Espanha, Noruega, Finlândia, Suécia, Dinamarca e EUA, cada qual representados por diferentes movimentos anti-imperialistas.

O I Congresso contou ainda com saudações de outras forças anti-imperialistas que por outras circunstâncias não puderam se fazer presentes, inclusive pela modificação-relâmpago do local do Congresso por conta da agressão ianque ao Equador. Diversos Colectivos da Venezuela – movimentos populares armados enraizados nas favelas venezuelanas – enviaram saudações ao Congresso. Mariam Abu Daqqa, da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP), também enviou saudações ao Congresso e sucesso à LAI. Uma organização da Índia, além de movimentos anti-imperialistas na Rússia, Córsega, Bolívia, Líbano e de outros países enviaram saudações.

A LAI caracterizou assim o seu I Congresso: “O I Congresso e a fundação bem-sucedida desta formação marcam o ápice de um processo de discussões de mais de dois anos em níveis internacional e nacional, que levou a um entendimento unificado da situação mundial atual e das tarefas dos anti-imperialistas nela. Um dos principais objetivos deste Congresso foi a construção da frente mais ampla possível para confrontar o imperialismo e seus lacaios, mantendo-se firme nos princípios revolucionários e em sua luta combativa e consistente, sem fazer concessões à conciliação de classes. No contexto atual de lutas globais e forças anti-imperialistas, é crucial superar a fragmentação, unindo nossas forças para a luta, sob o lema ‘Ousar lutar, ousar vencer!’. Agora, a unidade está ainda mais forte e, sob o lema ‘Anti-imperialistas do mundo, uni-vos!’, a Liga Anti-Imperialista se mantém firme em seu objetivo: derrotar o imperialismo para a libertação dos povos oprimidos e explorados”.







