Foto: Banco de dados Nova Aurora.
Em resposta à colocação de uma série de projetos de lei por parte dos partidos ultra-reacionários Chega, CDS-PP, e PSD, agendados para debate em plenário para a última quinta-feira (19/03) e aprovados no dia seguinte (20/03), que revogaram vários dos direitos fundamentais das comunidades trans e intersexo, nomeadamente o direito à autodeterminação de género, ao acesso a bloqueadores de puberdade para menores, e a proteções à integridade física de pessoas intersexo, mais de uma centena de jovens, ativistas, democratas e revolucionários protestaram no Porto em denúncia a estes retrocessos brutais e em defesa de todos os povos oprimidos pelo patriarcado e pelo imperialismo.
A manifestação, que teve lugar dia 19, consistiu numa concentração em frente à Câmara Municipal do Porto, e incluiu uma sessão de microfone aberto, repleta de testemunhos emotivos de jovens trans e apoiantes. Foi parte de uma campanha a nível nacional, tendo sido acompanhada por outro protesto em Lisboa, em frente à Assembleia da República, e dois outros, no dia seguinte, junto às respetivas Câmaras Municipais de Braga e Coimbra. Algumas das palavras de ordem repercutidas na ação foram: “Gisberta vive, Gisberta viverá! Mulheres trans não param de lutar!” e “O Chega/PSD/CDS, ganda cabrão! O nosso orgulho vai virar revolução!”.
Estiveram presentes vários coletivos e organizações, entre eles a organização democrático-revolucionária Ação Anti-Imperialista (AAI), que propagandeou o caráter de classe da luta pela emancipação das pessoas queer e trans e convocou as massas à construção de um movimento LGBTQIA+ verdadeiramente proletário e revolucionário.

