Guarda Revolucionária do Irã. Foto: Reprodução.
Partilhamos matéria publicada na imprensa popular e democrática brasileira A Nova Democracia, com alterações linguísticas para facilitar a leitura.
O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas, Brigadeiro-General Abolfazl Shekarchi, afirmou em entrevista na TV nacional que o Irão desmantelou 17 bases militares ianques na região, infligindo baixas pesadas: entre 600 e 800 soldados americanos mortos, quase 5.000 feridos, e 1.321 sionistas mortos. Ele atribuiu o início da “guerra de 12 dias” em junho a erros de cálculo de Trump e Netanyahu, que subestimaram a força e o apoio popular iraniano. Shekarchi descreveu as forças americanas como um “tigre de papel”, forçadas a abandonar bases e refugiar-se em hotéis civis, o que o Irão condenou como uso de escudos humanos.
Após o conflito imposto no ano passado, o Irão alterou sua doutrina militar de defensiva para ofensiva, prometendo retaliação decisiva e sustentada contra qualquer hostilidade, até neutralizar o agressor, sem iniciar agressões. Shekarchi enfatizou que o objetivo é punir o inimigo e eliminar a ameaça de guerra à República Islâmica, mantendo foco em soberania e dissuasão. Ele alertou que qualquer base com forças americanas ou israelenses será alvo, e que os caças F-35 dos EUA não estarão mais seguros na região.
O Irão reivindica controle total do Estreito de Ormuz ao afirmar que “nunca mais será o mesmo”, e transformará as suas ilhas em “cemitério para agressores”. Infraestruturas militares e industriais israelenses sofreram danos graves, enquanto as capacidades iranianas, incluindo defesa aérea, cresceram. Shekarchi citou um ataque inicial a um hotel com 160 baixas americanas como exemplo, prevendo aumento contínuo das perdas inimigas.
84º onda da Operação True Promise 4
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou a destruição de vários veículos de reabastecimento aéreo e da frota de apoio logístico do EUA durante a 84ª onda da Operação True Promise 4, uma ação conjunta da Força Aeroespacial e da Marinha da IRGC. Usando mísseis de combustível sólido e líquido, além de drones, as forças penetraram sistemas de defesa antimíssil na base de Al-Kharj, na Arábia Saudita, destruindo ou danificando gravemente aeronaves inimigas de grande porte. A operação foi dedicada aos mártires da emissora pública IRIB e seus funcionários.
Até o momento, as forças armadas iranianas executaram 83 ondas anteriores de ataques com mísseis e drones avançados contra instalações militares sionistas nos territórios ocupados e bases ianques no Oriente Médio. O Hezbollah libanês e a Resistência Islâmica no Iraque juntaram-se à luta, infligindo golpes pesados ao inimigo. As operações iranianas e dos aliados dizimaram a infraestrutura militar e estratégica dos agressores, em resposta à agressão inicial.
Frente libanesa no conflito
No dia 26 de março, o Hezbollah realizou 103 operações de retaliação contra alvos sionistas no Líbano e nos territórios palestinos ocupados. Os combatentes detonaram bombas em estradas como Deir Siryan e Tayyebah-Qantarah, atingindo veículos blindados; dispararam mísseis contra a Galileia, bases de Eliyakim, Tifen e Zeiyo em Haifa; alvejaram um tanque Merkava perto da fronteira, confrontaram tropas em Naqura; e usaram drones contra concentrações de forças sionistas. A média nazi-sionista descreveu os ataques como os mais severos recentes, com sirenes acionadas e reforços solicitados na linha de frente; um oficial de “Israel” foi morto no sul do Líbano.
Essas ações intensificaram-se após o ataque conjunto EUA-”Israel” ao Irão em 28 de fevereiro, imobilizando forças terrestres sionistas e desafiando a segurança no norte. Um porta-voz militar de “Israel” confirmou baixas, enquanto um membro sénior do Ansarullah iemenita elogiou as operações do Hezbollah como um “milagre”, destacando a fé, honestidade e inovação militar do grupo.
